A primeira vez que ouvi dizer que deveria “ dar de beber á terra “ foi em 2010, já tinha 32 anos e nesse momento um mundo novo se abriu para mim…
“Afinal o meu sangue não é lixo.”
Mais tarde frequentei um curso de seis meses de terapia menstrual, no final do curso fizemos um ritual de passagem na floresta, ao fim de varias horas de contacto directo com a mãe-terra, senti que fui parida por ela, foi um momento mágico que nunca esquecerei, entendi profundamente o que é o amor incondicional, esse amor não nos é oferecido pela nossa mãe biológica, porque amar incondicionalmente pressupõe amar sem cobranças, amar de uma forma generosa sem pretender nada em troca, a terra sustenta-nos em absoluto.
No final deste rito só conseguia chorar, ao mesmo tempo que me sentia amada e una com a natureza.
Depois de compreender o poder do meu sangue, de entender o que era a lunação interna e de fazer um trabalho profundo do sagrado feminino, uma nova mulher nasceu para o mundo.
Escusado será dizer que muitas coisas começaram a cair na minha vida.






